terça-feira, 5 de maio de 2026

Resenha de John&Yoko in New York - by Yoko Haters


Direção: Kevin Macdonald

Veredito: Frustrante. A restauração 4K não salva um show sabotado pelo próprio conceito.

Análise: O filme apresenta na íntegra os shows do Madison Square Garden de 30 de agosto de 1972. O áudio está impecável, a imagem é cristalina. O problema é o que foi filmado: John Lennon dividido, diluído e ofuscado no próprio evento beneficente.

Pontos baixos: Setlist desequilibrado: 

De 16 músicas, Yoko comanda 4 faixas: Move On Fast, We're All Water, Open Your Box e Don't Worry Kyoko. É um quarto do show. Don't Worry Kyoko sozinha dura 15 minutos de gritos. O público pagou pra ver John e ganhou uma performance Fluxus não solicitada.

Interferência até no respiro: O único momento de puro rock 'n' roll é Hound Dog. John incorpora Elvis, a plateia explode. E Yoko resolve fazer backing vocal gritado por cima. Não é harmonia. É ruído. Ela não deixa nem um clássico passar ileso.

John de babá musical: Em Born In A Prison, a música é de Yoko. E quem salva o refrão? John Lennon, fazendo um dedicado backing vocal para segurar a afinação. É nobre da parte dele. É trágico para quem comprou ingresso de um show do ex-Beatle e recebe ele como músico de apoio da esposa.

Dinâmica quebrada: O show nunca engrena. Mother é cortante, aí vem We're All Water. Imagine é perfeita, aí vem Open Your Box. Cold Turkey é a melhor performance ao vivo do John pós-Beatles, e está espremida no caos. A Elephant's Memory é crua demais para o material.

Conclusão: Give Peace A Chance no final resume tudo: um hino de John com Yoko de microfone aberto. One to One prova que talento não basta quando a curadoria artística é feita pelo ego. Restauraram o filme, mas não tem como restaurar o show. 

Nota: 3/10.



Resenha de John&Yoko in New York - by Yoko Lovers


Direção: Kevin Macdonald

Veredito: Obra-prima visceral. ~

O documento definitivo do casal Lennon-Ono em 1972, sem filtro e sem maquiagem.

Análise: O filme é o registro completo dos shows beneficentes do Madison Square Garden em 30 de agosto de 1972. Restaurado em 4K com áudio Dolby Atmos supervisionado por Sean Lennon, mostra John e Yoko como uma unidade artística e política indivisível.

Pontos altos: Parceria radical no palco: 

Yoko comanda 4 faixas completas: Move On Fast, We're All Water, Open Your Box e Don't Worry Kyoko. Não é participação especial. É co-autoria. Open Your Box é punk antes do punk, e Don't Worry Kyoko são 15 minutos de catarse sobre a perda da guarda da filha. John banca tudo na guitarra. 

O detalhe que define o filme: Em Born In A Prison, John assume o backing vocal no refrão. Ele não precisava. É John Lennon. Mas está ali, dedicado, sustentando a voz e a mensagem feminista de Yoko. É a maior declaração de amor do show. Parceria é isso: dividir o tom, não só o palco.

Desconstrução corajosa: Até em Hound Dog, Yoko interfere com backing vocals gritados. É Fluxus invadindo Elvis. Ela recusa a nostalgia fácil e transforma o clássico em comentário. John ri e toca junto. É arte de vanguarda no templo do rock.

John elétrico: Well Well Well, Instant Karma!, Mother, Come Together, Imagine, Cold Turkey. Ele nunca soou tão cru e urgente pós-Beatles. A Elephant's Memory dá a ele o som de garagem que Nova York pedia.

Conclusão: One to One não é um show do John com Yoko de penetra. É o show do John e da Yoko. Sean Lennon foi honesto ao manter tudo. Cortar qualquer segundo seria mentir sobre quem eles eram em 1972: dois artistas em guerra contra o mundo, usando até latido como arma. 

Nota: 10/10.

John & Yoko ao vivo no cinema!

 Gente, fomos ver o filme de John & Yoko no Madison Square Gardens.

Minhas impressões em bullets..

·         Posso dizer que sobrevivi... mas qauase que pedi desculpas à Rosane e à Leila, duas ouvintes queridas do Submarino Angolano, por ter-lhes estimulado a presença...
·         Mas não pedi pois faz parte do aculturamento Beatlemaníaco,
·         Era um passo necessário, faz parte das dores do crescimento.
·         Eu gostei de ver a coisa na telona (já havia visto, mais de 30 anos atrás, mas em video-cassete)
·         Mas junto com a telona vem a imagem grande daquela senhora e o som alto daqueles gritos.
·         Yoko tem valor nas letras dela, foram importantes e tal, mas não dá pra ouvir...
·         Foram 4 das 16 canções, mas ela quis ainda fazer screaming backing vocal em Hound Dog, sorry Elvis!
·         Era uma tortura ver quando ela se levantava do banquinho pra vir cantar solo ao microfone, "ah, não, mais uma?”
·         Ela poderia ter nos poupado de ouvir 15 minutos cantando Don't Worry Kyoko!
·         Devo admitir que foi muito bonitinho John aparecer no backing vocal nos refrões de Born In A Prison
·         John estava legal, fez interpretações tocantes de Mother e Imagine, com direito a close total, a cara dele a ocupar a telona toda, com suor no rosto... valeu o filme!
·         Ele abriu o show com New York City, óptimo rock mas aquela Elephant's Memory Band não apareceu com um solitário vocalista pra fazer backing no refrão  “Que pasa, New York?”
·         It's So Hard, única concessão ao álbum Imagine (além da canção título) foi legal mas ele não cantou igual ao original nos refrões.
·         Well Well Well parece que foi colocada pra mostrar que ele também sabe gritar...
·         Cold Turkey, que nunca esteve em minhas favoritas, também serviu ao efeito.
·         Instant Karma foi legal, com ele ao teclado, o público acompanhou no refrão. 
  • Faltou, e como faltou Woman is The Nigger of The World, o maior manifesto pró-mulheres já feito, mantido fora por Sean Lennon, por causa DAQUELA palavra 
·         A única concessão aos old times, declaração de John, que veio acompanhada de um gesto de cortar o pescoço, foi Come Together, que ele cantou sem errar a letra, ele mesmo se surpreende
·         Mas esteve a anos-luz da versão que ouvimos em disco 3 anos antes, aquela banda não tínha um mísero guitarrista pra ao menos lembrar George naquele fenomenal duelo voz guitarra ao final.
·         Aliás, quem se salva naquela banda é o saxofonista, que deu óptimos solos, e ainda comandou um cowbellna parafernália final de Give Peace a Chance...
·         Que abriu com a declaração-alerta de Yoko, sobre Adolf Hitler, um outro ponto alto, admito!
·         E foi bom ver Stevie Wonder jovenzinho subir pra cantar junto na apoteose final...
·         Enfim, foi duro, mas foi bom, nada mais que isso.
·         A melhor declaração de todas foi a da Neusa, que disse:

"Não foi à toa que ele não quis fazer mais nenhum show ao vivo!"




sexta-feira, 1 de maio de 2026

The Digestive Incident

Finalizei anteontem viagem a Luanda, por compromissos profissionais.

E claro que aproveitei para ir à cabine do Submarino Angolano!

Sempre agradeço a conjunção cósmica de materializar-se uma oportunidade profissional na mesma cidade em que tinha um compromisso semanal de participação numa Rádio FM, falando sobre Beatles.

Enfim, desta vez, juntei efetivamente os dois prazeres!

E, no penúltimo dia, bateu-me à porta um colega de missão para discutirmos uma pendência, e ele me apareceu com biscoitos. Vi o tipo de biscoito, num nome em inglês, e me arrepiei!

E contei a razão do arrepio ao colega, que adorou o causo contado. 

Registrei minha felicidade na foto abaixo!


Fui ao desafio com alguns outros  amigos...

Apresentei a foto e perguntei

Você sabe o porquê de minha alegria?

Claro que 99% das pessoas disseram "Não" e eu ia seguindo

É que foi a primeira vez que VI um "digestive"...

As  pessoas reagiam de variadas maneiras e eu seguia:

Mas .... por que isso é tão importante pra mim?

As negativas seguiam, claro, e eu ia explicando

É de Londres.

E perguntavam seu estava lá

Encontrei em Angola, sem querer... um colega de missão comprou!

Sim???!!!

Meu vizinho de quarto comprou um pacote desses biscoitos, e eu me lembrei 

de quem... Quem  ... QUEM ... QUEM???

Alguns adivinharam, afinal, tenho um monotema na vida, mas outros amigos seguiram na dúvida

É porque é um fato Beatle!!!

E eu finalmente, instruí!

Procura no Google 

The Beatles Digestive Incident

Aí, as pessoas conseguiam diferentes versões do tal "incidente", algumas acharam um exagero brigar por um biscoito, então eu complementava com uma descrição que uma IA fez que eu achei bem fidedigna aos fatos e que mostrava que havia bem mais por detrás de "apenas um biscoito". Como eu estava em Luanda, a coisa veio em português de Portugal... muito legal!


The Digestive Incident 

O incidente, frequentemente chamado de "A Guerra das Bolachas" (The Biscuit Incident), é um dos momentos mais bizarros e reveladores da tensão final dos Beatles. Ocorreu em 1969, durante as sessões do álbum Abbey Road.

Aqui estão os detalhes do que realmente aconteceu naquela tarde no estúdio:

1. O Cenário: Uma Cama no Estúdio

John Lennon e Yoko Ono tinham sofrido um acidente de carro e John insistiu que Yoko ficasse no estúdio para recuperar. Ele mandou instalar uma cama de hospital no meio do estúdio, com um microfone suspenso para que ela pudesse comentar as gravações. Isso já deixava os outros três membros, especialmente George Harrison, extremamente irritados.

Imagine uma cama de hospital ali ao lado do piano

2. O "Crime"

George tinha o hábito de manter um pacote de bolachas McVitie's Digestive em cima do  amplificador Leslie. Enquanto os Beatles estavam na sala de controlo a ouvir uma gravação, Yoko levantou-se da cama, caminhou calmamente até ao amplificador, abriu o pacote e comeu uma bolacha.

3. A Explosão de George

George Harrison, conhecido como o "Beatle Quietinho", finalmente explodiu. Ao ver a cena pelo vidro da sala de controlo, ele gritou: "Aquela cabra!" (That bitch!).

Não era apenas pela bolacha em si; para George, aquele gesto representava a invasão total de privacidade e a falta de respeito pelas regras que o grupo mantinha há anos. John Lennon defendeu Yoko imediatamente, e o clima no estúdio tornou-se insuportável.

4. Por que é que isto importa?

O engenheiro de som Geoff Emerick descreveu o momento como o ponto de rutura emocional. O incidente simboliza:

  • O fim da "Irmandade": O estúdio, que antes era o refúgio sagrado dos quatro, tinha sido "invadido". 

  • Ressentimento Acumulado: George sentia-se ignorado por John e Paul há anos; a bolacha foi a gota de água. 

  • O Papel de Yoko: Tornou-se o exemplo clássico usado por quem argumenta que a presença dela acelerou o fim da banda.

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Pra completar, anexo o comentário de um dos amigos que se encantou com o causo, até porque ELE ACERTOU COMO o biscoito chegou a mim!!!

HOMERIX!

Eu sabia que esse biscoito não era inocente… 

Um digestive vindo de Londres, encontrado em Angola, ativando uma memória Beatle… isso já não é coincidência — é praticamente um alinhamento cósmico! 

Fui ver o tal “Digestive Incident” e pronto… agora tudo faz sentido.

Esse não é um biscoito qualquer — é um artefato histórico-musical!

No fundo, você não encontrou um biscoito…

o biscoito encontrou você.

Como diria The Beatles: All you need is… digestive!

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AFINAL, FOI EXATAMENTE ISSO, 

O DIGESTIVE VEIO ATÉ MIM!!!! 

BATEU A PORTA DO QUARTO E ENTROU!




Resenha de John&Yoko in New York - by Yoko Haters

Direção: Kevin Macdonald Veredito: Frustrante. A restauração 4K não salva um show sabotado pelo próprio conceito. Análise: O filme apresenta...